Você já observou
que quando um carro passa buzinando o som parece mudar de tom? Enquanto o carro
se aproxima, o som de sua buzina é mais agudo, e quando está se
afastando, se torna mais grave. Mas para quem está dentro do veículo
o tom não muda. Enquanto o homem se deslocava a baixas velocidades, usando
as próprias pernas, cavalos, carruagens ou barcos, este efeito não
foi notado. Somente após o advento das estradas de ferro, o homem pode
aumentar a sua velocidade de deslocamento, e estes efeitos se fizeram sentir.
Em 1842, Christian Johann Doppler, um físico austríaco, conseguiu
explicar o que acontecia. O som se desloca em forma de ondas a uma velocidade
constante para um determinado meio. A velocidade do som no ar é de 344
m/s a 20 ºC. Quando a fonte sonora se desloca a uma velocidade relativamente
grande, pelo menos uns 5% da velocidade do som, as frentes de onda que se aproximam
são comprimidas e o som parece mais agudo, enquanto elas se rarefazem
quando a fonte do som se afasta. Este fenômeno foi chamado de efeito Doppler.
Clique em "Continuação..." para ler mais.Hoje o efeito Doppler é
largamente utilizado em instrumentos de medição, como os sonares
dos submarinos , na medição de distâncias e na prospecção
geológica, mas não ficou limitado aos fenômenos acústicos,
os radares usam o mesmo efeito sobre as ondas eletromagnéticas para detetar
obstáculos.
Na luz, este efeito é difícil de ser observado. Em primeiro lugar
porque a velocidade da luz é muito grande, c = 299 790 km/s no vácuo,
ou arredondando, 300 000 km/s! Em segundo, porque quando a fonte de luz se aproxima,
segundo a teoria da relatividade de Albert Einsten, a velocidade da luz não
se altera. Um terceiro problema é a janela óptica. Enquanto alguns
comprimentos de onda se deslocam para fora da janela óptica de um lado,
outros entram pelo outro lado, e ela permanece do mesmo tamanho. É como
se observássemos uma longa régua que passa em frente de uma janela.
Se não tivermos uma referencia da origem, não saberemos quanto
ela se deslocou. Para medir seu deslocamento somos obrigados a traçar
uma referencia sobre a parte visível.
Felizmente esta referência
existe na luz! São as raias de Fraunhofer. Descobertas em 1802 por Willian
H. Wollaston, um físico inglês, foram estudadas e definidas por
Joseph von Fraunhofer (1787-1826) como linhas de absorção características
de cada elemento químico. Quando um elétron do átomo de
um determinado elemento muda de nível, ele emite ou absorve energia em
um comprimento de onda específico para esta mudança, criando raias
negras (de absorção) ou brilhantes (de emissão) sobre o
espectro da luz que está sendo analisada. Fraunhofer conseguiu identificar
526 destas linhas.
Na astronomia, o efeito
Doppler foi notado em 1924, quando Edwin Hubble resolveu analisar o espectro
das galáxias distantes. A primeira descoberta foi que as estrelas de
outras galáxias eram formadas pelos mesmos elementos já conhecidos,
já que as raias encontradas eram as mesmas, só que suas raias
estavam deslocadas para o lado vermelho da janela óptica. Quanto mais
distantes as galáxias, maior este deslocamento. Em algumas das galáxias
mais próximas o desvio era para o azul! A única explicação
plausível era a velocidade de afastamento da galáxias. Quando
o deslocamento era para o azul (blueshif), indicava uma aproximação.
O deslocamento para o vermelho (redshift) é definido como z, e é
expresso em percentuais da velocidade da luz c. Assim um z = 0,2 significa um
afastamento com 20% da velocidade da luz, ou sejam 60 000 km/s. Hoje conhecemos
quasars que têm um z = 4, isto é, o deslocamento para o vermelho
é de 400%! Usando as fórmulas relativísticas, calculamos
que se afastam de nós com velocidades próximas à da luz!
Com o trabalho de Hubble
surgiu a teoria do universo em expansão, que veio solidificar vários
modelos matemáticos do universo, inclusive o idealizado por Albert Einsten,
tornando desnecessária uma constante que ele havia criativamente introduzido
em suas fórmulas.
Fonte: http://observatoriophoenix.astrodatabase.net/
Denominação
do Efeito Doppler:
Denomina-se efeito Doppler a alteração da freqüência
notada pelo observador em virtude do movimento relativo de aproximação
ou afastamento entre uma fonte de ondas e o observador.
Embora se trate de um fenômeno característico de qualquer propagação
ondulatória, o efeito Doppler sonoro é mais comum em nosso cotidiano.
Quando um automóvel aproxima-se de nós buzinando, percebemos o
som da buzina mais agudo (maior freqüência) do que perceberíamos
se o veículo estivesse em repouso. Por outro lado, quando o automóvel
afasta-se buzinando, percebemos um som mais grave (menor freqüência)
do que perceberíamos se o veículo estivesse em repouso.
Fonte: http://geocities.yahoo.com.br/saladefisica3/laboratorio/doppler/doppler.htm

DOPPLER, Christian Johann (1803 - 1853)
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